quarta-feira, 27 de junho de 2007

Ó vida malfadada

Ó vida (puta), malfadada
Que eu vivo tristemente
Devia ela ser cantada,
Ou chorada tão somente

(foi escrita antes de 2000)

sexta-feira, 22 de junho de 2007

quinta-feira, 21 de junho de 2007

sem titulo...(5)

O meu sonho era tu um irmão
- um sonho
- uma frustração
essa hipotese já não ponho.

Cresci a aprender a irmandade
sem nunca a ter
tenho amigos e uma grande amizade
d'um irmão sem nunca o ser

Ri, chorei - com ele briquei
chamei-o de irmão
- Negou, nunca o Pensei
chorei então

Triste noticia a que me deu
Perdi o meu sonho irmão
Vil o destino meu
Terrivel a solidão

(foi escrita antes de 2000)

sem titulo...(4)

A consciencia clara e pura
do simples e da Beleza
na incerteza da loucura

Não me interessa se sou ou não.
Interessa que sou:
aquele que o senão
seja não saber quem sou

Assim é o espirito de quem
rega a alma de amores tais
Como o vento que sabes d'onde vem
e não sabes para onde vai

1995

sem titulo...(3)

Como pode um pequeno ser tanto fazer sofrer
dum sofrer que não é de gente
Dos meus olhos ela cai, para eu padecer
de uma dor que ninguem sente

Este terrivel Ser o que temo
Que enegrece o Amanhã meu e teu
Tão sujo que mais dor causa que o demo
E que eu choro quando o vejo: vejo Eu

sem titulo...(2)

Eu sofro a vida que levo
tudo o que tenho me falta
é a vontade que sonho
de um dia ser o sonho que devo
de estirpe alta,
e dizer cumpriu-se o medonho

11/11/94

sem titulo...(1)

Só morte pode salvar
Deste engano que faz sofrer
que me levou sonhar
a mim este terrivel ser

Deste erro Destinado
não sei amor colher
tristemente ele é fadado
só me resta perecer

Espero...

Amor, ternura e dor que perdura
De sonho: Amar quem nada pode dar,
Sentimento imperfeito, turtura!
- e o que mais me pode fazer chorar?

Nós por Dom Sebastião esperamos
E eu que mal faço pois espero tambem?
- Mas não pelo caido que cantamos.
Espero por amor meu vindo d'alem.

Vâ: a espera tal, é para mim o Mal.
Destino que me é fatal, fim mortal.
Agora, espero senão Morte.

Espero: que á minha porta batam
as tais batidas, sete, que matam
Lá Ao longe, já as sinto, Que Sorte.

Abril 1990

Dor deshumana

Meu sol, com ele findou
Minha morte, por tal é crescente
Lua que rubrou
Sofrer que não é de gente?!

Dor deshumana, puta!
Minh'Alma assassinaste
Tanta maldade, tanta sicuta
Tanta saudade, Que baste!!?

Março 90
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